Explore os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes do Colégio Medianeira
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O plástico convencional, derivado do petróleo, gera graves problemas ambientais, como a lenta degradação e o acúmulo de resíduos no solo e na água. Diante desse cenário, o bioplástico surge como uma alternativa mais sustentável, pois é feito de fontes renováveis e se decompõe mais rapidamente. O objetivo principal deste estudo foi desenvolver um tipo de bioplástico utilizando o amido de diferentes tubérculos (batata-doce, batata-inglesa e aipim) e avaliar sua qualidade, resistência e biodegradação. O trabalho se alinha ao ODS 7 (Energia Limpa e Acessível), promovendo a redução da dependência de combustíveis fósseis e o uso de tecnologias mais ecológicas. A metodologia envolveu a extração do amido, a preparação da solução filmogênica (amido, ácido acético, glicerina e água), o aquecimento e a secagem para formar o filme polimérico. Em seguida, foram realizados testes de propriedades mecânicas (resistência à tração) e biodegradação em solo. Os resultados indicaram que o bioplástico de batata-doce suportou uma carga maior no teste de resistência à tração (0,4 N) e entre 1,0 N e 1,5 N em observações de queda. Na análise de biodegradação, observou-se que o bioplástico perdeu totalmente a massa em um curto período de tempo. Conclui-se que é possível obter bioplásticos com propriedades variadas a partir de amidos de diferentes tubérculos, sendo uma alternativa viável ao plástico comum, com potencial para colaborar com práticas mais sustentáveis.
A intensificação do consumo de energia elétrica no mundo moderno tem impulsionado a busca por alternativas sustentáveis, capazes de reduzir os impactos ambientais e sociais decorrentes da exploração de fontes não renováveis (ONU, 2015). No Brasil, a matriz energética é predominantemente hidráulica, o que demonstra o papel essencial da água na geração de energia elétrica. No entanto, segundo Souza et al. (2022), a implantação de grandes hidrelétricas causa descentros ecológicos e afeta comunidades locais, revelando a necessidade de modelos de geração menores, descentralizados e mais acessíveis. Nesse contexto, a microgeração hidráulica se destaca como uma proposta inovadora, educativa e de baixo custo, que alia ciência, sustentabilidade e tecnologia. Este estudo teve como objetivo analisar a eficiência de um microgerador hidráulico construído com materiais recicláveis, comparando a produção de energia ao utilizar três tipos de água: doce, salgada e reaproveitada. A fundamentação teórica apoia-se nos trabalhos de Reyna et al. (2020) e Scremim (2025), que evidenciam o potencial pedagógico e sustentável da microgeração. Além disso, o projeto dialoga com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ONU, 2015), que busca assegurar energia limpa e acessível, e com a Campanha da Fraternidade 2025 (CNBB, 2025), que destaca o cuidado com a criação. Os resultados demonstraram pequenas variações na potência gerada, com a água doce apresentando melhor desempenho médio, seguida da água reaproveitada e da água salgada. A análise evidenciou que fatores como condutividade e densidade influenciam o rendimento elétrico do sistema. Conclui-se que a microgeração hidráulica, além de tecnicamente funcional, é um instrumento de grande valor didático, capaz de integrar ciência, consciência ambiental e responsabilidade social no processo de aprendizagem.
Este trabalho teve como objetivo analisar o desempenho de painéis solares instalados com diferentes ângulos de inclinação, visando identificar qual o melhor ângulo para a geração de energia. Foram realizados testes experimentais com inclinações de 0°, 15°, 30° e 45° utilizando três placas solares, considerando as variáveis: sombra, angulação e a tensão. Os dados coletados indicaram que a inclinação de 30° apresentou o melhor rendimento energético, com maior captação de radiação solar durante a medição. Conclui-se que a escolha adequada da inclinação pode otimizar significativamente a eficiência de sistemas solares, prezando uma maior obtenção de energia num menor tempo, além de ser uma fonte renovável e limpa.
A busca por alternativas energéticas sustentáveis tem ampliado o interesse pelo biogás como fonte renovável capaz de transformar resíduos orgânicos em energia útil. Este artigo apresenta uma análise didática do funcionamento de um biodigestor que utiliza, como referência de estudo, o potencial energético de dejetos suínos em pequenas propriedades rurais. A metodologia utilizada foi exclusivamente teórica e demonstrativa, baseada na elaboração de um modelo didático para representar o percurso da matéria orgânica e a formação do biogás por digestão anaeróbica, sem uso de resíduos reais. Um esquema visual foi empregado para ilustrar o processo e facilitar a compreensão da relação entre manejo rural e produção de energia. Os resultados apontam que o uso de recursos didáticos permite compreender com clareza o princípio de funcionamento da tecnologia e sua aplicabilidade em contextos rurais. Conclui-se que a digestão anaeróbica apresenta viabilidade pedagógica e potencial energético relevante quando aplicada em escala real.
A demanda crescente por energia e os impactos ambientais das fontes não renováveis representam um desafio atual. Este estudo teve como objetivo construir e analisar um modelo artesanal de usina hidrelétrica como recurso didático. A metodologia foi experimental, utilizando um protótipo feito com materiais recicláveis, incluindo turbinas, motor gerador e fluxo de água. Os resultados mostraram que variações na vazão alteraram a rotação das turbinas e a tensão elétrica produzida, confirmando a relação entre água e geração elétrica. O modelo demonstrou, em pequena escala, o processo de conversão de energia e se mostrou funcional para o ensino. Reforça-se a importância da compreensão e do uso de energias renováveis.
O aumento da busca por fontes de energia sustentáveis e a urgência em reduzir os impactos das mudanças climáticas motivaram a escolha da energia solar como foco deste estudo. O objetivo foi analisar a eficiência de células fotovoltaicas em diferentes ângulos de incidência da luz, observando como a variação da inclinação interfere na geração de energia elétrica. Para isso, foram realizados experimentos com placas solares e suportes ajustáveis, medindo tensão, corrente e potência nos ângulos de 0°, 30°, 45°, 60° e 90° sob iluminação controlada. As medições foram repetidas para assegurar maior precisão e confiabilidade. Os resultados demonstraram que a eficiência máxima ocorre quando a luz incide perpendicularmente à superfície das células, confirmando a hipótese inicial. Conclui-se que o ajuste adequado do ângulo de instalação das placas solares é essencial para potencializar a captação de energia, sendo o rastreamento solar uma alternativa vantajosa em termos de eficiência.
A indução eletromagnética é amplamente utilizada em diferentes setores da sociedade moderna, como na geração de energia elétrica, em motores e transformadores. Apesar disso, sua praticidade ainda não é totalmente conhecida fora do meio acadêmico. Este trabalho teve como objetivo demonstrar, de maneira simples e acessível, como é possível gerar energia por meio da indução eletromagnética, além de comparar o desempenho de diferentes modelos de geradores, variando parâmetros como o número de espiras e a tensão elétrica. Para o desenvolvimento da pesquisa, estudamos de forma aprofundada as leis de Faraday e Lenz, fundamentais para a compreensão dos princípios do eletromagnetismo. Essas leis nos forneceram a base teórica necessária para interpretar os resultados experimentais. Na parte prática, utilizamos um multímetro para medir a tensão gerada nos diferentes protótipos de geradores construídos. Os resultados mostraram que o gerador com maior número de espiras foi o mais eficiente, apresentando maior intensidade de tensão elétrica quando comparado aos demais modelos. Isso confirma a influência direta do número de espiras sobre a quantidade de energia induzida. Concluímos que a geração de energia por indução eletromagnética é não apenas viável, mas também bastante prática, em razão do baixo custo e da facilidade de acesso aos materiais empregados, tornando-se uma alternativa interessante para experimentos educacionais e aplicações simples.
O aumento da demanda por fontes de energia limpa tem impulsionado o uso de painéis fotovoltaicos, especialmente os de silício monocristalino, conhecidos por sua elevada eficiência. Este trabalho investiga como fatores ambientais influenciam o desempenho desses painéis, buscando compreender quais variáveis exercem maior impacto na geração de energia. A metodologia inclui revisão bibliográfica, coleta de dados em condições reais de exposição solar e análise estatística dos resultados. As variáveis observadas são temperatura ambiente, irradiância solar, espectro da luz, tensão, corrente e eficiência do painel. A coleta ocorrerá ao longo do ano, utilizando instrumentos como o multímetro digital. Os dados serão organizados em tabelas e gráficos, permitindo a comparação entre diferentes condições de iluminação. O estudo pretende contribuir para o entendimento das condições ideais de operação dos painéis monocristalinos, auxiliando decisões de instalação e otimização de sistemas solares.
A produção de briquetes a partir de biomassa representa uma alternativa sustentável e acessível para a geração de energia térmica, contribuindo para o reaproveitamento de resíduos orgânicos que, muitas vezes, são descartados de forma inadequada. Diante desse contexto, o presente estudo investigou qual tipo de resíduo vegetal apresenta maior eficiência térmica quando transformado em briquete? O objetivo principal foi analisar o desempenho energético de briquetes produzidos com serragem, bagaço de cana e palha. A metodologia envolveu a coleta, secagem e trituração dos resíduos, a confecção de briquetes por compactação manual em moldes e a realização de testes térmicos, nos quais foram avaliados o tempo de queima e a temperatura alcançada na água aquecida sobre cada amostra. Os resultados apontaram tendências distintas entre os resíduos: o bagaço de cana apresentou maior eficiência, por queimar por mais tempo e atingir temperaturas mais elevadas; a palha mostrou combustão mais rápida, porém com menor capacidade de aquecimento; e a serragem revelou desempenho intermediário, variando conforme sua densidade. Conclui-se que o bagaço de cana, dentre os resíduos analisados, demonstrou ser o mais eficiente para a produção de briquetes, configurando-se como uma alternativa promissora para comunidades de baixo recurso.
Este estudo investigou a viabilidade da utilização de pequenos geradores eólicos em residências como alternativa sustentável à energia elétrica convencional, frente à crescente demanda energética e a necessidade de diversificação da matriz. O Objetivo principal foi construir e testar um mini gerador eólico para simular a geração de energia em condições controladas, avaliando a relação entre a velocidade do vento e a tensão produzida. A Metodologia envolveu uma pesquisa teórica e a construção prática do gerador, utilizando um motor DC e materiais simples, com testes realizados usando um ventilador doméstico e medições com multímetro e observação da iluminação de um LED. Os Resultados Principais indicaram que a tensão elétrica gerada aumenta proporcionalmente ao aumento da velocidade do vento simulado, comprovando a funcionalidade básica do sistema. No entanto, a potência produzida demonstrou-se baixa, sendo insuficiente para o uso residencial em escala total. A Conclusão aponta que, apesar das limitações de baixa potência e variação do vento, o mini gerador eólico é viável como uma fonte de energia complementar ou para uso em locais isolados, contribuindo com o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível.
O uso da energia solar tem crescido como uma fonte limpa e economicamente viável, impulsionando a instalação de sistemas fotovoltaicos. Contudo, a eficiência desses sistemas pode ser comprometida por fatores como o sombreamento parcial, causado por estruturas próximas ou construções, que reduz a produção energética e afeta o retorno do investimento. Diante disso, este estudo investigou experimentalmente o impacto do sombreamento em células solares monocristalinas. A metodologia consistiu na medição da tensão da célula em dois cenários: sob luz solar direta e sob a sombra de um prédio. Os resultados demonstraram uma perda de eficiência estimada em 34,8% devido ao sombreamento. Os dados obtidos quantificaram a perda de energia e evidenciaram a importância crítica de um planejamento rigoroso na instalação de sistemas fotovoltaicos.
Este artigo tem como objetivo demonstrar o funcionamento e a aplicação do efeito piezoelétrico como alternativa sustentável de geração de energia. O projeto busca comprovar que é possível converter energia mecânica – proveniente de pressão ou vibração – em energia elétrica utilizável. A partir de experimentos realizados com discos piezoelétricos, observou-se que a aplicação de força mecânica produz diferença de potencial suficiente para acender pequenos LEDs, ilustrando o princípio de conversão energética. A pesquisa destaca a relevância do uso dessa tecnologia em contextos sustentáveis e urbanos, como pisos geradores e calçados inteligentes.
O presente trabalho tem como objetivo analisar o crescimento de fungos em um ambiente controlado, a partir de amostras coletadas de corrimãos utilizados por crianças da educação infantil. As amostras foram cultivadas em placas de Petri contendo Ágar Sabouraud e mantidas em uma estufa artesanal equipada com lâmpada incandescente, que garantiu uma temperatura média de 30 °C durante sete dias. O acompanhamento foi realizado diariamente por meio de registros escritos e fotográficos, permitindo observar o desenvolvimento, a coloração e a textura das colônias. Os resultados indicaram que o crescimento fúngico teve início entre o segundo e o terceiro dia, atingindo seu pico até o quinto dia e apresentando declínio progressivo posteriormente. Esse comportamento sugere que fatores como a disponibilidade de nutrientes e a estabilidade das condições ambientais são determinantes para a manutenção da atividade fúngica. O estudo reforça a importância do controle de microrganismos em locais de uso coletivo, especialmente em ambientes escolares, e contribui para a compreensão prática de conceitos microbiológicos, destacando a relevância da higiene e da prevenção de contaminações.
A poluição por microplásticos representa um dos maiores desafios ambientais da atualidade, afetando diretamente a biodiversidade marinha e a qualidade da água. Durante a lavagem de roupas confeccionadas com fibras sintéticas, como poliéster e nylon, pequenas partículas plásticas são liberadas e acabam chegando ao sistema de esgoto. Como as estações de tratamento não conseguem reter completamente essas partículas, elas alcançam rios, lagos e oceanos, agravando a poluição hídrica e contribuindo para a morte de espécies aquáticas e o desequilíbrio ecológico. O objetivo geral da pesquisa é desenvolver e testar protótipos de filtros para máquinas de lavar, utilizando materiais como filtros de café, gaze e meias de algodão, a fim de analisar sua eficiência na retenção de microplásticos. Os resultados indicaram que a meia de algodão foi o filtro mais eficiente, seguida pelo filtro de café, enquanto a gaze ficou em último lugar. Conclui-se que a utilização de materiais facilmente encontráveis em ambientes domésticos constitui uma estratégia viável para reduzir a emissão de microplásticos em sistemas de esgoto e, consequentemente, nos ecossistemas aquáticos.
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A proposta surgiu após observar que aviões feitos com o mesmo tipo de papel apresentavam alcances e comportamentos diferentes durante o voo, o que levou ao estudo dos fatores que influenciam esses resultados. Para compreender essas diferenças, foram analisados elementos básicos relacionados ao voo, como a força aplicada no lançamento, a gravidade, a resistência do ar e o formato das asas. Esses fatores ajudam a explicar variações no tempo de voo, na distância percorrida e na estabilidade. Foram testados três modelos de aviões de papel: um pontudo e fino, um pontudo com asas mais abertas e um modelo com as asas bem mais abertas. Todos foram construídos com papel A4. Cada modelo recebeu cinco lançamentos no mesmo ambiente e foram registradas as medidas de tempo de voo, distância percorrida e estabilidade. Os resultados mostraram que o modelo pontudo e fino apresentou maior distância média (cerca de 6,5 metros), o modelo com asas mais abertas teve desempenho intermediário e maior estabilidade, e o modelo com asas bem abertas permaneceu mais tempo no ar, porém percorreu a menor distância. Com base nesses resultados, foi concluído que o formato do avião influencia diretamente o seu desempenho. Modelos mais finos tendem a percorrer distâncias maiores, enquanto modelos com asas mais largas permanecem mais tempo no ar.
Este estudo tem como foco o desenvolvimento de esmaltes naturais, buscando alternativas mais seguras e sustentáveis aos produtos convencionais, que costumam conter substâncias prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. O objetivo principal foi criar um protótipo de esmalte de unha utilizando pigmento natural de beterraba e analisar sua eficácia e aparência final. Para isso, foram realizados experimentos de extração do pigmento em bases aquosa e alcoólica, combinando-o com resinas e óleos naturais. A partir dessas misturas, foram produzidos dois protótipos, e testados quanto ao tempo de escorrimento. Os resultados mostraram que as formulações apresentaram baixa fixação e uniformidade de cor. Apesar disso, o estudo indica que, mais do que buscar apenas a produção de esmaltes naturais, as pesquisas futuras devem priorizar soluções para o descarte adequado dos cosméticos, garantindo menor impacto ambiental e um ciclo de vida mais sustentável dos produtos.
A gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU) constitui um dos principais desafios socioambientais, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil. O aumento do consumo, a urbanização acelerada e o crescimento populacional intensificam a geração de resíduos, cuja destinação final ainda ocorre de forma inadequada. Em 2022, o Brasil produziu cerca de 82,5 milhões de toneladas de resíduos, sendo aproximadamente 50% de origem orgânica. Apesar do elevado potencial de reaproveitamento, grande parte é encaminhada a aterros ou lixões, contribuindo para emissões de metano, contaminação ambiental e riscos à saúde pública. Nesse contexto, a digestão anaeróbia apresenta-se como alternativa sustentável. O processo utiliza microrganismos na ausência de oxigênio para degradar a matéria orgânica, resultando em biogás, aplicável na geração de energia ou convertido em biometano, além do digestato, que pode ser utilizado como biofertilizante. Essa tecnologia integra os princípios da economia circular, ao reduzir impactos e promover valorização dos resíduos. Experiências consolidadas na Europa demonstram sua viabilidade, mas no Brasil sua implementação ainda é limitada por falhas na segregação, infraestrutura insuficiente e ausência de incentivos. Este estudo analisa o potencial da digestão anaeróbia para a gestão sustentável de resíduos orgânicos e a diversificação da matriz energética.
O crescimento contínuo do consumo de energia no Brasil, aliado à forte dependência da matriz hidrelétrica, reforça a necessidade de diversificar as fontes renováveis disponíveis. Diante desse cenário, este estudo investigou a viabilidade da aplicação do efeito piezoelétrico em calçadas no município de Bento Gonçalves, avaliando seu potencial como fonte complementar de energia sustentável. Para isso, foi construído e testado um protótipo contendo 12 pastilhas piezoelétricas conectadas em série, submetidas à compressão por massas de 0,5 kg, 1 kg e 1,5 kg. As medições de tensão e corrente foram realizadas com auxílio de multímetro digital, permitindo analisar o comportamento eletromecânico do sistema. Os resultados indicaram um aumento aproximadamente linear da tensão em função da massa aplicada, com incrementos médios de 16 V, enquanto a corrente permaneceu na faixa dos microampères. Ao extrapolar os dados para um fluxo urbano de cerca de 4.000 pedestres por dia, estimou-se que uma área de 1 m² equipada com dispositivos semelhantes poderia gerar aproximadamente 7,8 Joules diários. Conclui-se que a piezoeletricidade não substitui grandes matrizes energéticas, mas pode atuar como fonte complementar para sinalização e educação ambiental.
A conservação de carnes é um processo essencial para garantir segurança alimentar e evitar o desperdício. Mesmo com o avanço de tecnologias modernas, métodos tradicionais como a salga e o congelamento continuam amplamente utilizados em ambientes domésticos e industriais. A salga atua reduzindo a atividade de água, dificultando o desenvolvimento de microrganismos deteriorantes, como ressaltam Barcenilla et al. (2022), Chen et al. (2024) e Yu et al. (2025). Já o congelamento diminui drasticamente a atividade microbiana devido às baixas temperaturas, embora possa causar danos estruturais às fibras da carne por conta da formação de cristais de gelo, segundo Zhu et al. (2025) e Dang et al. (2021). Neste trabalho, realizamos um experimento simples com três grupos de carne bovina — controle, salgado e congelado — observados durante sete dias. Os resultados mostraram que a salga preservou a carne por mais tempo em temperatura ambiente, enquanto o congelamento manteve melhor aparência e odor, embora com mudanças na textura após o descongelamento. Conclui-se que ambos os métodos são eficazes, cada um mais adequado a diferentes necessidades.
O projeto investiga como diferentes tipos de hidrocarbonetos — como óleo corporal, óleo de cozinha e gasolina — podem atuar como isolantes térmicos, ajudando a reduzir a perda de calor da água. A pesquisa foi feita aquecendo a água e cobrindo sua superfície com esses óleos para medir qual deles retardava mais o resfriamento. Os resultados mostraram que o óleo corporal foi o mais eficiente, pois formou uma camada estável que diminuiu a troca de calor com o ambiente, enquanto a gasolina teve o pior desempenho por ser mais volátil. O estudo conclui que certos hidrocarbonetos podem ser usados de forma simples e barata para manter líquidos aquecidos por mais tempo.
A água, um recurso abundante no planeta Terra, é atualmente utilizada como uma fonte de energia sustentável. Compreender o funcionamento dessa alternativa energética é essencial para aprimorá-la e utilizá-la de maneira eficiente, evitando desperdícios. Nesse contexto, é fundamental o conhecimento das possibilidades de aproveitamento dessa energia. No Brasil, a utilização de fontes de energia não sustentáveis, como petróleo, carvão e gás natural, corresponde a 50% da matriz energética, conforme dados da Oferta Interna de Energia (OIE). O uso dessas fontes, além de prejudicar o meio ambiente, também afeta diretamente as comunidades ao redor. Este projeto tem como objetivo transformar a água em uma fonte de energia limpa por meio de um moinho movido pela força hidráulica, destacando os benefícios dessa alternativa em comparação com outras fontes. Para a construção do moinho, será utilizada uma roda de madeira equipada com palhetas, que serão acionadas pelo movimento da água, gerando energia. Variáveis como o número de rodas, palhetas e a quantidade de água serão ajustadas para otimizar os resultados. O resultado esperado é a geração de energia limpa, com a possibilidade de sua utilização em diferentes contextos, sem causar desperdício de água no processo.
Os foguetes são dispositivos projetados para se moverem impulsionados pela ejeção de gases em alta velocidade, seguindo o princípio da ação e reação. A aerodinâmica exerce papel fundamental em seu desempenho, pois influencia diretamente a estabilidade, a velocidade e a trajetória durante o voo. O formato do corpo, das aletas e do bico do foguete é cuidadosamente desenvolvido para reduzir o arrasto do ar e aumentar a eficiência da propulsão. Em modelos experimentais, como os foguetes de garrafa PET, esses conceitos podem ser observados de forma prática, permitindo compreender como o equilíbrio entre massa, pressão e resistência do ar afeta o alcance e a altura do lançamento. Além de serem importantes ferramentas de estudo da física e da engenharia, os foguetes possuem grande relevância tecnológica, sendo essenciais para o avanço da exploração espacial, o desenvolvimento de satélites e o aprimoramento de pesquisas científicas. Dessa forma, o estudo da aerodinâmica e da propulsão dos foguetes contribui para a inovação e para o entendimento das forças que regem o movimento.
Este artigo apresenta a influência da cor externa de garrafas térmicas na taxa de perda de calor de líquidos, fundamentando-se nos mecanismos de transferência térmica: condução, convecção e irradiação. O objetivo foi determinar se as diferenças nas propriedades de emissividade associadas à cor resultam em taxas de resfriamento distintas. A metodologia empregou um experimento prático com água a 348K (75°C) em ampolas pintadas de azul, vermelho e verde, com medições de temperatura realizadas em intervalos de 5 minutos por 25 minutos, em ambiente controlado e sem incidência solar direta. Os resultados demonstraram que o resfriamento foi linear e quase insignificante, concluindo-se que, nas condições experimentais estabelecidas, isolamento por cortiça e ausência de radiação solar, a cor da superfície não interfere significativamente na capacidade de conservação térmica do recipiente.
O estudo do comportamento da luz ao atravessar diferentes meios é fundamental para compreender fenômenos ópticos e suas aplicações tecnológicas. Nesse contexto, investigou-se o índice de refração de um feixe de laser monocromático de potência fixa, incidido a 45° de inclinação, em soluções aquosas preparadas com sal e com açúcar, de forma a analisar como a variação da concentração de solutos afeta a propagação da luz. O objetivo principal do projeto foi comparar os efeitos de diferentes concentrações molares na alteração do caminho do feixe luminoso. A metodologia consistiu na preparação de soluções com concentrações graduais de sal e açúcar dissolvidos em água, seguida da incidência do laser e da medição dos ângulos de refração para posterior cálculo dos índices. Os resultados indicaram que tanto o sal quanto o açúcar aumentam o índice de refração em relação à água pura, sendo que o sal apresentou maior variação por concentração. Conclui-se que a densidade do soluto exerce influência significativa no desvio da luz.
O presente estudo tem como objetivo investigar como ajustes simples em variáveis mecânicas — como altura da suspensão, calibragem dos pneus e carburação do motor — influenciam a eficiência e o desempenho de um veículo tipo gaiola. A pesquisa foi motivada pela necessidade de compreender de que forma pequenas modificações estruturais podem reduzir o esforço do motor e otimizar o consumo energético. Foram realizados testes experimentais em pista reta de 40 metros, registrando-se o tempo de deslocamento para diferentes configurações do veículo. Os resultados indicaram que a combinação de suspensão baixa, carburação média e pneus meio cheios proporcionou o melhor desempenho, com menor tempo médio de percurso. Assim, o estudo reforça a importância de ajustes acessíveis como meio de melhorar a eficiência energética e o desempenho mecânico de veículos de pequeno porte.
A dificuldade em visualizar conceitos abstratos de genética, como a influência direta do genótipo sobre o fenótipo e os padrões de herança, representa um desafio persistente na biologia. Este trabalho objetivou demonstrar essa relação de maneira acessível e prática, analisando os fenótipos de hibridização em Tropaeolum majus (capuchinha), conectando a genética mendeliana clássica a conceitos mais amplos de interações. A metodologia experimental consistiu em um cruzamento controlado e manual entre duas linhagens puras (P) com fenótipos contrastantes: P1 (flores vermelhas e caule alto, genótipo CV CV AA) e P2 (flores amarelas e caule baixo, genótipo CA CA aa). O cultivo em ambiente controlado visou isolar as variáveis genéticas para uma observação clara. Após emasculação e polinização cruzada, a Geração F1 (n=142) foi cultivada e observada. Os resultados principais revelaram 100% de uniformidade fenotípica na F1, que apresentou um fenótipo intermediário de flores laranjas e um fenótipo dominante de caule alto. A análise destes dados permitiu evidenciar, simultaneamente, dois padrões de herança: o surgimento das flores laranjas (genótipo CV CA) é uma demonstração visível de dominância incompleta, tornando tangível um conceito teórico. Paralelamente, a expressão de 100% de caules altos (genótipo Aa) confirmou o modelo de dominância completa. Embora fenotipicamente uniforme, a F1 mostrou-se 100% di-híbrida (CV CA Aa). Conclui-se que o experimento foi eficaz em materializar a teoria, validando a capuchinha como um excelente e acessível recurso didático para a aprendizagem significativa de conceitos genéticos complexos.
Resumo
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