Bruno Dutra Andreola, Manuela Porto Souza, Rafaela Tamiozzo Zardo
O plástico convencional, derivado do petróleo, gera graves problemas ambientais, como a lenta degradação e o acúmulo de resíduos no solo e na água. Diante desse cenário, o bioplástico surge como uma alternativa mais sustentável, pois é feito de fontes renováveis e se decompõe mais rapidamente. O objetivo principal deste estudo foi desenvolver um tipo de bioplástico utilizando o amido de diferentes tubérculos (batata-doce, batata-inglesa e aipim) e avaliar sua qualidade, resistência e biodegradação. O trabalho se alinha ao ODS 7 (Energia Limpa e Acessível), promovendo a redução da dependência de combustíveis fósseis e o uso de tecnologias mais ecológicas. A metodologia envolveu a extração do amido, a preparação da solução filmogênica (amido, ácido acético, glicerina e água), o aquecimento e a secagem para formar o filme polimérico. Em seguida, foram realizados testes de propriedades mecânicas (resistência à tração) e biodegradação em solo. Os resultados indicaram que o bioplástico de batata-doce suportou uma carga maior no teste de resistência à tração (0,4 N) e entre 1,0 N e 1,5 N em observações de queda. Na análise de biodegradação, observou-se que o bioplástico perdeu totalmente a massa em um curto período de tempo. Conclui-se que é possível obter bioplásticos com propriedades variadas a partir de amidos de diferentes tubérculos, sendo uma alternativa viável ao plástico comum, com potencial para colaborar com práticas mais sustentáveis.